Bem-vindos ao Mock-up Design!

Mantido por Fernanda Serrate e Susan Lemes, estudantes de Design Gráfico in love com áreas correlatas – moda e comunicação.

Fernanda cursa dupla graduação (Gráfico e Moda no UniRitter) e trabalha na Rage, agência de publicidade digital. Enquanto Susan cursa Design Gráfico (UniRitter) e RP (UFRGS) e trabalha na Dell, com operações do site global.

Como dá para imaginar, temos uma vida (super corrida)³, o que  levou o  Mock predominantemente pelo caminho da vida em 140 caracteres do @mockupdesign <- segue lá!

Para sua estante

Muitos blogs fazem listas incríveis de livros sobre Design, e realmente queria todos, porém sabemos que não são tão baratos. Resolvi então humildemente fazer uma listinha sobre livros de Design mais teóricos, ótimos pra fazer aqueles trabalhos acadêmicos e que vão deixar seu professor babando. Alguns você pode achar que não são atraentes como alguns que tem por ae mas como disse, estou me baseando na qualidade do conteúdo e na sua real qualidade.

Linguagens do Design – Compreendendo o Design Gráfico, de Steven Heller

Tem a possibilidade de uma leitura não-linear que me atrae bastante. Completamente em preto e branco, sem grandes ilustrações e fotografias. A estrutura é simples, um grande ícone do design como por exemplo uma grande revista ou um pôster marcante e sua história. Tem curiosidades incríveis que podem ser usadas para impressionar num trabalho ou ainda complementar uma pesquisa. Custa menos de 50$ e é uma ótima aquisição.

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Reflexões Acadêmicas de uma Designer

Nessa última quarta na disciplina de Projeto I – Sinalização tive mais uma incrível experiência de vida acadêmica com mestre Luiz Vidal Negreiros que me inspirou a rever muitas das minhas atitudes como aluna e a escrever esse post.

Somos todos privilegiados por ter a oportunidade de estar numa faculdade e de podermos estar fazendo o curso que tanto queríamos – em tese -. Você realmente está aproveitando aquilo que você está pagando?! Quando faz um trabalho você realmente se esforça pra mostrar seu potencial?! Sua vida acadêmica também faz parte de seu portfólio, você será na sua vida profissional o tipo de acadêmico que você um dia foi.

Um trabalho marcado é um compromisso, considere-o assim sempre. Seu professor é como seu cliente que não espera por desculpas, mas sim o máximo de seu potencial. Pense, você que está pagando ‘seu cliente’, exija o máximo de seu mestre, agarre a oportunidade de poder aprender com alguém que tem a experiência que você ainda não tem. Sobre a enorme lista de livros indicados em aula se esforce para pelo menos saber como são. Apenas ler não fixa nada na memória, então recomendo um método muito usado em minha faculdade e acredito que não seja comumente usado: redações compilatórias. No #mockdica tem uma explicaçãozinha de como se faz uma. Logo que conheci esse método achava-o desnecessário mas realmente é ótimo.

Ser mestre nos programas gráficas não iram te salvar, a menos que você queira apenas ser o arte-finalista de alguém, apenas colocando no papel as idéias de alguém.

Talvez menos de 10% dos acadêmicos estejam prontos para enfrentar e encarar a faculdade e muitos ainda se perdem nesse longo caminho. Como diz meu professor… 90% ou mais, serão ”massa de manobra”, apenas seguindo o ritmo que as ondas vão indo, seguindo a grande massa. E você?! O que quer ser?!

Questione, opine, vá a eventos de Design. Datas de entregas são compromissos, honre seus compromisso. Tenha palavra. Se esforce ao máximo. Não se desculpe, o que não quer dizer que não deva errar! Erre e conserte, não se desculpe, vá e conserte seu erro antes que alguém veja e você tenha q se desculpar. Preveja possíveis problemas e tenha um plano B. Sempre tenha um plano B! Designer precisa ser líder, precisa saber trabalhar em equipe, precisa trabalhar com pressão. Projete usando métodos, de início é complicado e parece besteira mas acredite ele fundamenta seu trabalho, te ajuda a se organizar, a manter a coerência, enfim. E principalmente, entenda que sua profissão não é regulamentada e tem milhões se dizendo ”designers” e se nem você sabe direito o que é Design, sua história e o que difere Design de um simples desenho.. Algo de errado tem, não é?! Cabe a nós começar a respeitar nossa profissão para que ela seja vista também com respeito.

Tumblr do Mock

Pessoal, o Mock agora tem mais uma novidade: o Mock-up Design agora foi pro Tumblr! Lá vocês poderão visualizar os portfólios inspiradores que linkamos no nosso Twitter. Como já colocamos mais de cem estamos colocando aos poucos os portfólios então salve em seus favoritos e espere pelas atualizações constantes.

Assim o Mock está divido em:

Blog – onde colocaremos sempre idéias, dicas e discussões sobre assuntos relacionados aos muitos ‘Designs’ e os portfólios dos nossos seguidores.

Twitter – inspirações, dicas de sites, fontes e brishes free, curiosidades e novidades. Enfim, redirecionamento de tudo que houver sobre Design e Comunicação.

Tumblr –  visualização rápida de todos os portfólios super inspiradores linkados no twitter.

E quem duvida onde o Mock pode parar?!


p.s.: Sim, estamos devendo um blog mais arrumadinho e personalizado mas estamos esperando algumas liberações e esperamos em breve arrumar aqui também… porque vocês merecem muito mais que esse template wordpress 😉

Palavras a uma jovem designer

Embora seja completamente contra o tal Orkut, estava eu dando uma fuxicada em comunidades sobre Design e achei para minha surpresa um incrível texto que tenho que compartilhar.

Felizmente a autoria não foi perdida e pessoal, se alguém quiser guardar ou enviar para alguém não deixe de creditar a autoria, ok?  ;*

Palavras a uma jovem designer – por Morandini

Design é soma, nunca subtração. O estudo é fundamental. Agregar conhecimento nunca é demais, venha ele de onde vier: seja do matuto da cidadezinha do interior que faz banquinhos toscos de três pés ou do acadêmico doutorado no exterior. Professores não são ‘pontes’ nem ‘facilitadores’. Antes, eles são gente. Alguns com muita experiência profissional e de vida. O tal matuto também é gente. Tão importante para nossa formação quanto o acadêmico, ele é provedor de conhecimento prático, da lida diária e da filosofia aparentemente barata mas igualmente necessária. Óbvio: há acadêmicos e matutos medíocres. Cabe a nós separá-los segundo nossa sensibilidade e critérios próprios.
Diferentemente dos nossos computadores, os ‘HDs’ da humana raça funcionam melhor à medida em que vão ficando mais cheios de informações e referências. Assim, é nosso dever abrir os olhos para tudo e para todos. Abraçamos uma profissão maravilhosa, que nos permite extrair de tudo (tudo mesmo) um pouco de néctar para nosso pleno desenvolvimento.

Não acredito em dom. Aquilo que as pessoas chamam de ‘dom’, prefiro chamar de acúmulo de experiências, sejam elas de vida, sensoriais ou profissionais. O fundamental é erguer as antenas e não ter preconceito de captar o novo e o velho com a mesma paixão. Ouvir Bach com o mesmo interesse que a gente ouve música eletrônica contemporânea. Não fechar os olhos para Basquiat só porque a gente gosta de Rembrandt. Ler Cony, Rui Barbosa ou Kundera com a mesma curiosidade infantil. Estudar psicologia, filosofia, línguas, desenho, economia, administração… Abastecer nosso ‘arquivo’ com o maior número de referências possível. Ter uma visão holística da profissão, não limitando nossa atuação àquela meia dúzia de conceitos pré-estabelecidos que um dia nos ensinaram a ver como certos e absolutos.
Mais do que um computador, nosso cérebro se assemelha a um enorme jardim em constante crescimento. Sua arquitetura é a da evolução e da soma. Soma de cores e formas que geram outras cores e formas num movimento perpétuo de pleno desenvolvimento. Crie sempre ambientes que estimulem a criatividade. Freqüente lugares com o faro aguçado e a curiosidade crítica sempre alerta. Olhe com outros olhos. Fareje oportunidades e ângulos novos para seu repertório estético. Faça com que seu universo trabalhe a seu favor, alimentando você constantemente.

Diplomas e certificados? Acumule o mais que puder, mas não os colecione. Colecione, sim, o conhecimento que esses papéis apenas representam. Isso é para sempre! Dê igual importância aos bancos da universidade e aos bancos da praça. Até dá para ser um profissional completo sem os dois, mas o caminho não tem a mesma beleza e a paisagem perde um pouco do viço.

Design é arte? Não! Design é soma. Soma disso tudo que a gente já falou. É arte, ciência, religião, filosofia, psicologia… É conteúdo! É conhecimento na concepção mais sublime da palavra! Design é algo muito grande para ser enquadrado numa definição. É igualmente grandioso para ser colocado à margem de qualquer atividade (pois ele pode estar inserido nessa atividade!)
Por fim, questione sempre. Faça intervenções imaginárias no trabalho alheio. Modifique e crie conceitos e linguagens. Faça com que a palavra ‘design’ ganhe um novo significado para você e para sua vida. Não deixe que as pessoas tóxicas te contaminem com negativismo acerca da profissão. Como toda atividade, a nossa tem altos e baixos, mas ela é responsável muito mais pelos prazeres do que pelos reveses. Invista nessa nova forma de ver as coisas. O investimento voltará para você multiplicado e revigorado. O mundo nos oferece uma volta completa todos os dias, com direito às cores, às sensações, às novas experiências, vivências e ainda nos permite levar junto as pessoas que quisermos.

(texto escrito em abril de 2005 – Copyright by Morandini)

Demais né?! Eu amei. Comentem!

Até a próxima

Comunicação e Design Multimídia

Galera,

Ultimamente tenho pesquisado sobre áreas em que o designer pode atuar. Compartilho com vocês então estes vídeos que não são dos mais divertidos, mas são super-informativos: papo-sério de gente grande.

Trata-se de um programa da Escola Superior de Educação de Coimbra, em que se explica o que um profissional de  Comunicação e Design Multimídia deve ter de conhecimentos, o que se exige do profissional e como um freela vê o mercado.

Achei bem interessante que um profissional da área, José Gomes, que participa da discussão enfatiza bastante o papel do designer não apenas nessa área específica.

Quem pensa em estudar fora, vale a pena ver se não se interessa, pois a Escola de Coimbra acolhe estudantes estrangeiros através do programa Erasmus.

Confira o site e o portfólio da Take the Wind, cujo trabalho consiste em reproduzir em ilustração e animação detalhes microscópicos do corpo humano. Não sei vocês, mas acho incrível! Lembra muito os efeitos de animação dos seriados House e CSI.

O portifólio  de Pedro Bastos, Freelancer de Comunicação e Design Multimídia fico em dívida por hora, porque Google 10X 0 Susan 😛 , mas juro que continuo procurando e assim que encontrar eu divulgo para vocês!

Cores Frias nas embalagens

Continuando os posts sobre embalagens hoje vou dar uma passadinha rápida sobre as cores frias, lembrando que todas as referências bibliográficas estão logo abaixo do post. Leiam os livros, vale muito a pena!

Azul

A mais fria das cores. Inteligente, sóbrio e profundo inspira elegância e realeza. A cor da concentração devido ao movimento concêntrico, e complementa o oposto que o amarelo – o que explica o contraste entre essas duas cores. Abstrato e feminino – sim, feminino! Vermelho e amarelo são cores masculinas, fortes e ativas enquanto o azul é passivo, calmo e feminino.

Sua associação geométrico é o círculo e linhas curvas e provoca um sensação de ‘distanciamento físico’ do espectador, porém o carrega para um estado mais elevado de atração. Traz calma e paz o que pode, em excesso, se transformar numa tristeza sem motivos. Tome cuidado com o uso intenso de azuis muito escuros, ou equilibre com amarelo. Fica a dica.

Em tons claros se associa com formas mais límpidas e puras como a água e ar. Na antiguidade representava o direito divino da aristocracia, o  famoso ‘sangue azul’ e até hoje sua associação é com a nobreza em contraste com o vermelho revolucionário. Sua afinidade não é com o branco, como o amarelo, mas sim com o preto. Quanto mais próximo do preto mais profundo e  mais despertará o ‘sobrenatural’ no consumidor.

Não é uma boa idéia usar essa cor em títulos e textos que necessitem de rápida memorização. Fontes azuis ficam mais visíveis em fundos brancos ou amarelos, enquanto fundos azuis favorecem a leitura de tipos brancos.

Associações positivas: montanhas longínquas, mar, céu, tranquilidade, verdade, sentimento, inifinito, meditação, sentimento profundo.

Associações negativas: recolhimento, tristeza, frieza, precaução e isolamento.

Associada a embalagens de: leite em pó, açúcar, queijos, iogurte, detergentes, desinfetantes e produtos de limpeza, desodorante, creme dental, produtos para bebês, lãminas de barbear e cigarro.

Curiosidades!

Pesquisas que enumeram as cores mais lembradas por homens e mulheres mostram que o azul é a cor menos lembrada pelos homens.

Os enxovais de bebês meninos são azuis pelo seu significado de honradez.

Verde

O equilíbrio perfeito, mistura do amarelo ativo e do passivo azul. Traz calma, alívio e cura quando a mistura amarelo e azul é equilibrada. O famoso verde-limão é expansivo e pode chamar bastante atenção nas prateleiras, porém, em excesso leva a ansiedade. Associação a linha reta solitária. Na verdade não é uma cor fria nem quente, é o equilíbrio.

Para aproximar o verde as qualidades do amarelo, use-o junto com branco – ou use o branco para clareá-lo. Para aproveitar as qualidades do calmo azul, use-o ao lado do preto ou escureça até o tom de verde-musgo. A dica de tipologia é a ótima visualização do verde, só perdendo pro amarelo entretanto isso só é verdade sobre fundos brancos. Sobre outras coisas, cuidado! Principalmente sobre o vermelho que faz as letras vibrarem. Se o fundo for verde, se aconselha o uso de tipos brancos ou amarelos, mas a visibilidade e legibilidade dessas comunicações é super baixa.

Estimulador de memória porém, com certas coisas coisas esse ‘poder’ pode ser infelizmente diminuído: amarelo com verde é uma combinação fraca, verde com rosa é uma mistura delicada mas também dificil de memorizar. Uma boa dica é o verde com vermelho, ótima combinação para estimular a memória.

Associação positivas: frescor, folhagem, jogos, mar, verão, natureza, bem-estar, saúde, coragem, juventude, serenidade, tolerância, equilíbrio e alívio.

Associação negativas: ciúme, calmaria. E tons muito virbantes: ansiedade e inveja. Em tons escuros: desconfiança e disfarce.

Associação a embalagens de: creme dental, sais de banho, desinfetantes e produtos de limpeza, detergente, óleos e azeites, chás, cafés, gorduras vegetais e enlatados.

Roxo/Violeta

Ainda mais profundo que o azul, já que soma o movimento estático do vermelho e o concêntrico do azul. Apesar de ser considerado uma cor fria muito do vermelho ainda existe dentro dessa cor.  Sua complementar é o laranja, então pense nisso antes de escolher um tipo roxo sobre fundo laranja. Para Kandinsky, o roxo seria um vermelho com menos energia, apagado, triste e doentio.

Significa a moderação, o equilíbrio entre razão e os sentimentos, mundo mundano e o espiritual, o amor carnal e o amor a Deus. Assim como o azul, não é uma cor de fácil memorização e sua melhor visualização, quando usado em tipos, é sobre fundo amarelo. Cuidado com o uso excessivo dessa cor que pode causar um efeito ‘sonífero’ por essa característica de moderação e calma.

Associações positivas: clero, virtudes espirituais, dignidade, fantasia, mistério, eletricidade e alquimia. No tom mais claro pode representar esoterismo, promessas e expectativas.

Associações negativas: guerra, batalha sangrenta, crueldade, assassinato, luto, medo, loucura, miséria, furto e agressão.

Associada a embalagens de: perfumes, produtos de bebês, iogurte, desodorante e cosméticos.

Curiosidade!

A palavra ‘roxo’ vem do latim russeus (vermelho-carregado).

Obs: violeta e roxo não são a mesma cor, apenas apresentados juntos por possuírem características parecidas.

Violeta nasce da mistura equivalente de vermelho e azul, roxo do violeta mais carregado de vermelho enquanto o lilás é um tom de violeta acrescido de branco.

Para quem não leu ainda o post de cores quentes, não deixe de ler que tem umas dicas boas

Espero vocês pro próximo post e não deixem de ver os outros post dessa série  😉  #ficaadica

Referência bibliográficas:  Psicodinâmica das Cores em Comunicação de Modesto Farina. Editora Edgard Blucher.

Fotos: Lovely Package